quinta-feira, 12 de junho de 2008

Comunidades Virtuais

Por Isabella Mendes & Felipe Pereira

O conceito de comunidade tem evoluído com o tempo. Idéia de pertencimento, de localização numa mesma área geográfica ou de uma estrutura social formada, já revelaram seu significado. Hoje este conceito também abrange um outro significado: o das Comunidades Virtuais. Com o crescimento das redes telemáticas, essas comunidades puderam surgir trazendo a união de seus participantes, não por localização geográfica, mas pela conexão com a rede. As proximidades de referências, passam a ser mais importantes do que as proximidades físicas.

Com o ciberespaço, as pessoas podem formar coletivos mesmo vivendo em cidades e culturas bem diferentes, Criam-se assim territorialidades simbólicas. Neste sentido, as comunidades formadas a partir das redes telemáticas mostram como novas tecnologias podem atuar não apenas como vetores de alienação e de desagregação, mas também como máquinas de comunhão, de compartilhamento de idéias e sentimentos de formação comunitária. (LEMOS, 2004, pág 139).

Na ótica da comunicação, o advento da internet como meio de comunicação ágil, flexível e de baixo custo, utilizada em larga escala por um grupo de pessoas com interesses em comum, propulsionou o surgimento das comunidades virtuais.
Quando se refere a comunidades virtuais, nos remete, logo, ao pensamento de que estas só existam no ciberespaço. Porém, isso implica em uma nova ligação no mundo real e biológico, entre as pessoas. É toda amplitude desta em um novo espaço interativo, fundindo o espaço mental das pessoas, fazendo com que o conceito de comunidade seja expandido.

Numa comunidade virtual é possível encontrar pessoas com diversos perfis, porém sempre com algumas características que, independente da geografia, classe social, raça ou religião, agregam os internautas de acordo com suas afinidades intelectuais ou espirituais, formando coletivos de interesses comuns. O objetivo dessas pessoas, ao ingressarem na comunidade, é trocar informações e experiências, debater opiniões e compartilhar soluções para seus problemas, com isso é comum que essas criem laços de afetividade umas com as outras e, a partir disso, os membros da comunidade passam a compor uma rede de colaboração entre eles, como uma troca mútua de favores. Em virtude disso, os membros criam uma cultura e regras de conduta próprias. A grande diferença dos laços sociais e/ou afetivos que ocorrem no ciberespaço é a sua formação, pois a “imagem” não é um dos fatores determinantes nessas relações, já que os primeiros contatos numa comunidade virtual se fazem através de palavras.

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